"Eu não preciso de muito...
Bastaria uma mesa para pôr os livros
Uma saia pelas pernas
Indiana,
Que é pra encher de cor,
Tudo que perdeu o brilho.
Um fone em meio aos ouvidos
Para poder melhor perceber
Quando for a hora do acorde mudar.
Eu não preciso de muito...
Sentir a terra,o ar,
O calor invadir meu pudor
E eu prestes a me jogar.
Sentir o vento,o frio
A coragem invadir meus desafios
Não preciso de rima pra rimar
Nem remo pra remar
No entanto um olhar
Cairia bem.
Eu não preciso de muito...
Observar um incenso
De canela,que é pra adoçar
Invadir a sala e ir além
Que seja doce,assim.
Quero equilíbrio,quero branco
Quero rede,quero colo
Eu quero...
Eu quero assim...
Não precisa ser muito."
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Menina mulher
Se me perguntassem o que sou, eu diria: Impulsiva.
Não sou indiferente a nada, tudo me toca.
Só consigo agir a partir de alguma emoção.
Se eu parar pra pensar...
Eu paro e não ajo. Ação pra mim tem que ser no calor do momento. Com a pele arrepiada e a voz sobressaltada.
Planejar é algo muito matemático para quem acredita na influência dos ventos e dos corações.
E como diria Martha Medeiros
"Não tem nada a ver, com gostar ou não de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito já me perdoei."
Não sou indiferente a nada, tudo me toca.
Só consigo agir a partir de alguma emoção.
Se eu parar pra pensar...
Eu paro e não ajo. Ação pra mim tem que ser no calor do momento. Com a pele arrepiada e a voz sobressaltada.
Planejar é algo muito matemático para quem acredita na influência dos ventos e dos corações.
E como diria Martha Medeiros
"Não tem nada a ver, com gostar ou não de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito já me perdoei."
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
O grito
"Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra.
Ela sabe.
Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para outro.
Ele sabe.
Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio.
Sabemos, sim.
Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe em nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade se impõe, fala mais alto que nós, ela grita.
Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar esse amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno. Podemos dar todas as provas ao mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle.
A verdade grita. Provoca febre, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona e finge esquecer. Mas há uma verdade única : ninguém tem dúvida sobre si mesmo.
Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo sabendo que ela não merece confiança. Fazemos essas escolhas por serem as mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se preferir, mas você nasceu para o caminho oposto. Até mesmo a felicidade, tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado, e é feliz, puxa, como é feliz.
E o grito lá dentro: mas você não queria ser feliz, queria viver!
Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.
Sabe.
Eu não sei por que sou assim.
Sabe."
Ela sabe.
Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para outro.
Ele sabe.
Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio.
Sabemos, sim.
Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe em nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade se impõe, fala mais alto que nós, ela grita.
Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar esse amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno. Podemos dar todas as provas ao mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle.
A verdade grita. Provoca febre, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona e finge esquecer. Mas há uma verdade única : ninguém tem dúvida sobre si mesmo.
Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo sabendo que ela não merece confiança. Fazemos essas escolhas por serem as mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se preferir, mas você nasceu para o caminho oposto. Até mesmo a felicidade, tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado, e é feliz, puxa, como é feliz.
E o grito lá dentro: mas você não queria ser feliz, queria viver!
Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.
Sabe.
Eu não sei por que sou assim.
Sabe."
domingo, 28 de novembro de 2010
"Eu quero a sorte de um amor tranquilo."
Mais uma vez,a teoria de que só percebemos o real valor das coisas quando estamos a um fio de perdê-las,se comprova. Descobrimos um medo que até então,encontrava-se escondido entre nossas forças. Despertamos uma vontade de chorar inativada,tudo parece se tornar incontrolável.
A intensidade dos olhares desmancha nossas armaduras,e o mais forte já não é o mais. Os sorrisos vagamente disfarçam a vontade louca de gritar: Chega! E se entregar a um abraço que exclusivamente significa: Eu sou forte,essa não sou eu. Mas continue me abraçando,eu preciso sentir esse calor!
A intensidade dos olhares desmancha nossas armaduras,e o mais forte já não é o mais. Os sorrisos vagamente disfarçam a vontade louca de gritar: Chega! E se entregar a um abraço que exclusivamente significa: Eu sou forte,essa não sou eu. Mas continue me abraçando,eu preciso sentir esse calor!
Let's live it up
Arrisco, machuco, sangro, costuro. Me reconstruo! Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. A verdade é que sou intensa demais e não há quem dê jeito nisso. Eu ando seguindo o que eu acho que tenho de mais valioso: meu coração. E não vou tolerar ninguém que não me faça ter sentimentos incríveis. Fiquei amarga? Não mesmo. Agora eu sou prática. Vacilou? A porta está aberta, meu bem. Sem dó nem piedade. Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega. Não me diga pra tomar cuidado. Eu não sei amar mais ou menos. Quando eu decido, eu vou! Estou numa época que prefiro um bom sapato a um homem mais ou menos. Reescreva-se. Republique-se. Reinvente-se. E transforme-se na melhor edição feita de você.
"Meu limite é do tamanho da minha vontade..."
Ela precisava sentir novamente aquele verde penetrar em sua alma e despertar o fogo que alí já estava se apagando.Precisava se sentir 'resgatada' por aquele sorriso que só ela compreendia...Só ela entendia o que havia por trás daquela meia lua e descobria os diversos significados daquilo. Já se fora o tempo em que ela se sentia insegura diante daquele pecado,e essa tal insegurança era o único empecilho que lhe fazia pensar antes de agir,até então menos mal,agora ficou pior...o pecado era ela. 
Balançava os cabelos e olhava nos olhos como nunca,sorria sem medo e não mais trepidava nas palavras como se fizera um curso de autocontrole,manuseava perfeitamente tudo que podia controlar,tornando-se perfeita manipuladora de si (principamente de si) e dos outros. Se esvaia naturalmente e destemida como sempre recusou-se a fazer,ela estava madura. Madura o suficiente pra saber ter domínio sob todas as partes do próprio corpo...Era soberana perante o espelho e estava orgulhosa no que tinha se transformado. Reconheceu que precisou se censurar,fracassar,cair,chorar,temer pra poder enfim,parar e refletir no que podia extrair de tudo aquilo que passara. Resolveu dormir e desejou ao dia que vinhera a amanhecer,força. Força pra vencer. Assim foi feito,acordou nova. Do jeito que desejara,pôs-lhe um batom vermelho claro em seus lábios,mordeu a parte inferior dos mesmos (como costumava) ,sorriu,virou-se,jogando seus cabelos negros e partiu. Pronta para outras lições...
26/10/2010

Balançava os cabelos e olhava nos olhos como nunca,sorria sem medo e não mais trepidava nas palavras como se fizera um curso de autocontrole,manuseava perfeitamente tudo que podia controlar,tornando-se perfeita manipuladora de si (principamente de si) e dos outros. Se esvaia naturalmente e destemida como sempre recusou-se a fazer,ela estava madura. Madura o suficiente pra saber ter domínio sob todas as partes do próprio corpo...Era soberana perante o espelho e estava orgulhosa no que tinha se transformado. Reconheceu que precisou se censurar,fracassar,cair,chorar,temer pra poder enfim,parar e refletir no que podia extrair de tudo aquilo que passara. Resolveu dormir e desejou ao dia que vinhera a amanhecer,força. Força pra vencer. Assim foi feito,acordou nova. Do jeito que desejara,pôs-lhe um batom vermelho claro em seus lábios,mordeu a parte inferior dos mesmos (como costumava) ,sorriu,virou-se,jogando seus cabelos negros e partiu. Pronta para outras lições...
26/10/2010
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